Bioterrorismo

Debate com o Prof. Paulo César Peregrino


Parece ficção científica, mas não é. Como crime o bioterrorismo é uma possibilidade, mas é realidade quando visto sob a ótica de doença epidêmica. Intencional ou natural, a contaminação por vírus ou bactérias é um atentado à vida e à integridade do ser humano. Exército, armas sofisticadas e defesa de fronteiras não podem combater a ameaça que é invisível e, muitas vezes, imprevisível. Felizmente, os cientistas sempre pensam à frente e, além do debate, propõem algumas soluções na área de biossegurança. Reunimos pesquisadores ligados à FAPEMIG, da área de microbiologia, para uma entrevista com o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia ­ SBV ­, Prof. Paulo César Peregrino. A participação da Prof.ª Erna Greisser Kroon, do Departamento de Microbiologia da UFMG, do Prof. Reginaldo Amaral, pesquisador da Epamig, e do Prof. Tasso Moraes e Santos, da Escola de Farmácia da UFMG, transformou a entrevista em uma riquíssima mesa redonda. Pela Minas Faz Ciência participaram: Antonio Macedo, Karina Almeida e Liliane Nogueira.

O que é terrorismo biológico?

Prof. Paulo César - ­ Quando a gente pensa em bioterrorismo, devemos ter a imagem de uma doença infecciosa com característica de surto, tipo dengue, que compromete milhares de pessoas. Isso é que dá a dimensão do terrorismo. Hoje, a engenharia genética permite fazer o que quisermos em termos de genes humano, animal e vegetal. O limite é custo e recursos humanos, e as organizações ligadas ao terrorismo normalmente têm dinheiro, e colocam pessoas para trabalhar no meio científico para adquirir o conhecimento.

Estas organizações investem mais do que o Governo?

Prof. Paulo César - ­ Investem. Não tenho a dimensão disso, mas, seguramente, investem. Temos um exemplo recente no Japão de uma seita que matou pessoas usando o gás Sarin (produzido a partir de material biológico). O resultado do que foi proposto teve erro. Se eles fossem mais precisos e um pouquinho mais organizados, nós teríamos um desastre bastante significativo. A arma química não chega nem perto da possibilidade do bioterrorismo. Podemos fazer uma simulação com a varíola, por exemplo, doença que foi erradicada no mundo em 1977. Isso significa que temos hospedeiros suscetíveis, ou gerações que nunca entraram em contato com o vírus.Como é que se pode fazer um terrorismo? Promovendo, por exemplo, um concurso pela televisão, com sorteio de 20 passagens para a América do Sul, América do Norte e Europa. Cada pessoa visitaria “n”cidades, e antes da viagem deveria fazer testes para o controle de vacinas. Nada mais natural. Mas se, ao invés de vacinados, os sorteados fossem infectados? A doença seria disseminada.

Então a Aids pode ser um tipo de terrorismo?

Prof. Paulo César - ­ Não, a Aids, neste caso, é bobagem, porque pode ser criado um vírus com as características do vírus da Aids, que seja transmitido como vírus da gripe, e que, ao invés de matar em 24 horas, começaria a matar depois de cinco anos, e após a manifestação, mataria em 18 horas. O grande problema quando se trabalha com doença infecciosa é exatamente o período de incubação. No caso da Aids, que é uma síndrome, o vírus se manifesta depois de cinco a sete anos. As pessoas só vão saber que estão doentes depois que aparecerem os sintomas. Na gripe, por exemplo, a incubação é de três a 14 dias, quando podem ser infectadas inúmeras pessoas. É uma doença pandêmica, tem um surto de epidemia numa determinada região e depois isso explode.

Tenho um estudo comparativo entre os efeitos de uma bomba atômica e os efeitos do anthrax (pó químico produzido a partir da bactéria bacillus anthracis). Essa sensação de que a bomba destrói muito mais, é porque o efeito é imediato. Se espalharmos o anthrax na mesma área, ele vai destruir, no exato momento, menos. Mas ele se expande.

E sem nenhum controle.

Prof. Paulo César -­ Dependendo do que se usar, é completamente sem controle. Se o objetivo for o terrorismo, o microorganismo pode ser manipulado geneticamente, dificultando o diagnóstico. O médico que está atendendo não vai saber o que é, e, como as características do vírus foram alteradas, há dificuldade no exame laboratorial, demandando mais tempo para que o vírus seja detectado. É exatamente o tempo necessário para que a contaminação tenha proporções. Foi o que aconteceu na Rússia, com o vírus Pox (da família da varíola). As pessoas morriam por asfixia, que não é característica da doença.

A criminalidade comum já é difícil de ser combatida pelo Estado. Como o senhor vê o combate a um tipo de crime dessa natureza?

Prof. Paulo César -­ Eu acho que o Brasil não vai ser o alvo desse tipo de terrorismo. A minha maior preocupação em relação ao Brasil é que o país seja um laboratório para o bioterrorismo como a Colômbia é em relação à droga, porque nós não temos recursos para a pesquisa. Qualquer instituição estrangeira que vier aqui propondo o desenvolvimento de uma vacina, nós vamos fazer.

Então o senhor acha que o Brasil pode ser usado.


“Uma guerra nuclear pode não acabar com a raça humana, mas um microorganismo sim”
Prof. Paulo César Eu acho que o Brasil está sendo usado, na medida em que empresas estrangeiras montam laboratórios, particularmente no Nordeste, e levam todas as nossas plantas embora. Não a planta, mas o princípio ativo.
Quanto ao bioterrorismo, pode nunca acontecer, mas se acontecer, nós temos que estar preparados. Eu vou dar o exemplo aqui, que não é nem terrorismo, é simplesmente doença infecciosa: o ebola. Todo mundo sabe que o ebola mata. Uma autoridade, o ex-ministro Adib Jatene, disse que era impossível o ebola chegar ao Brasil. Será? No último surto do ebola, uma freira/enfermeira conseguiu furar o cerco (quando acontece um surto, o local é isolado, inclusive com o auxílio do Exército, para realmente ninguém sair, porque o risco mundial é muito grande). Ela foi para Joanesburgo, e lá infectou 27 pessoas. A Varig tinha um vôo direto de Joanesburgo para o Rio de Janeiro. As facilidades de transporte aumentam o risco no caso de contaminação.

Prof.ª Erna - ­ Teve um caso na Alemanha, que foi muito abafado.

Prof. Paulo César - ­ Esse é um outro problema, mais grave ainda. As autoridades acreditam que este tipo de problema depõe contra o país. Isso é um erro gravíssimo, em termos de infecções, e acontece com o dengue em qualquer país. Então, o número de pessoas que sabe é restrito e a ajuda também. Aí você tem um maior comprometimento da população.

E como é tudo invisível...

Prof. Paulo César - ­ É tudo invisível, você não vê. As doenças infecciosas, principalmente as que têm características epidêmicas, nos dão a dimensão do bioterrorismo. A grande pergunta sobre bioterrorismo não é o que fazer, é quando. Porque pode ser hoje, amanhã ou nunca. Essa é a questão. Temos inúmeras florestas, e cada vez mais o homem está adentrando estas florestas, e não sabemos absolutamente nada sobre os vírus que andam circulando por elas. De tempos em tempos temos surtos. Vamos pensar na gripe de 1918 que matou 20 milhões de pessoas, mais do que a guerra. Temos que estar preparados para o que fazer diante de um quadro desses.

Que tipo de defesa seria?

Prof. Paulo César - ­ Nem os EUA estão preparados para isso. Eles estão se preparando agora, integrando o serviço de saúde ao sistema de defesa. Lá, eles têm um CDC ­ Centers for Disease Control and Prevention, que controla as doenças, o NIH ­ National Institutes Health ­ e o NCID ­ National Center for Infectious Diseases ­ , onde se estudam estas doenças, compondo a estrutura básica. Nestes centros estão depositados todos os vírus, inclusive os do nosso país, que aqui ninguém tem, só lá nos EUA, porque tem um órgão do governo que pega estes agentes biológicos e guarda. Caso precise, eles têm o material para trabalhar. Como presidente da SBV, vamos propor ao Governo Federal a criação de um centro nestes moldes.

Prof. Reginaldo ­ Seria uma espécie de banco de genes?

Prof. Paulo César -­ Exatamente. Como eu acho que tem que ser feito na área vegetal e animal. Porque temos que ter guardado, no caso do animal, o sêmen. Se precisar está lá. Se precisarmos voltar a estudar um vírus que em outra época não infectava, por exemplo, o boi, teremos todo o material. Acho que temos a responsabilidade sobre as próximas gerações. E, hoje em dia, no nível que estamos em conhecimento de genética, é possível que coisas catastróficas possam acontecer. Uma guerra nuclear pode não acabar com a raça humana, mas um microorganismo sim. Se vai acontecer, não sei. Isso é ser pessimista? Acho que não. É ser precavido, e precaução não faz mal a ninguém.

E isso não está acontecendo.

Prof. Paulo César ­- Não temos vigilância epidemiológica. Não sabemos hoje quais são os vírus que estão circulando no país, a não ser de algumas determinadas doenças. Nós não temos controle nenhum. Plantas, até que tem um pouco. Em gente e animal é complicado, porque o vírus, muitas vezes, pode estar inserido no genoma da célula.

Existe alguma iniciativa governamental em Minas Gerais, dos agentes do poder político, no sentido de avaliar ou mesmo abrir uma discussão em torno dessa questão?

Prof. Paulo César - ­ Não. Temos feito isso só dentro da FAPEMIG. Pretendemos conversar com o secretário da Saúde, colocar exatamente o problema, e as conseqüências de não termos no Estado um aparato mínimo para doenças infecciosas. Como somos virologistas, vamos falar especificamente dos vírus, porque são as doenças virais as que mais podem trazer problemas.

A rigor, seria uma ação integrada das secretarias estaduais da Ciência e Tecnologia, da Agricultura e da Saúde?

Prof. Paulo César -­ Acho fundamental criar uma defesa civil, que se organize para saber como é que vamos nos situar diante de determinados problemas que podem acontecer em termos de bioterrorismo. Estou falando muito no humano, mas, seguramente, vamos ter um bioterrorismo econômico. A inserção de vírus, a inserção de plantas e de sementes. E isso já aconteceu naturalmente. Não tínhamos infecção nas batatas. Hoje, importamos sementes da Inglaterra, porque as batatas que vieram de lá, vieram infectadas e contaminaram as nossas. Como os ingleses têm um serviço de controle, tomaram os devidos cuidados, que nós não tomamos. O resultado é que hoje importamos as batatas deles. É um absurdo.


Ao centro, Prof. Paulo César Peregrino; à dir, Prof. Tasso Moraes, Prof.ª Erna Kroon, e a jorn. Karina Almeida; à esq., Prof. Reginaldo Amaral, jorn. Liliane Nogueira e o Prof. Antonio Macedo

Prof.ª Erna - ­ Eu queria destacar que a discussão mundial do bioterrorismo foi iniciada no período da Guerra Fria, o que hoje é chamado de cegueira da Guerra Fria, porque tudo foi jogado em cima do nuclear. Foi feito um acordo mundial em 72. E na vigência desse acordo, a URSS tinha uma grande equipe (cerca de 50 mil pessoas) trabalhando em conjunto com 15 mil pessoas da defesa, evidentemente sem saber o objetivo, porque eram projetos de armas biológicas. O que, na verdade, havia começado com Lênin, em 1920. Se percebeu que este projeto existia, porque houve uma liberação acidental de anthrax, além das informações de dissidentes que hoje trabalham nos EUA. Essa constatação é recente, foi em 90. Paralelamente, o Iraque também desenvolveu esse tipo de atividade, descoberta depois. Participei de uma convenção em Sidney, na Austrália, e lá foram mostradas fotos dos locais onde se produziam bombas biológicas no Iraque. O principal é que isso não é uma coisa abstrata, fictícia, que ninguém fez. Foi usada desde a Segunda Guerra Mundial, contra a Alemanha, para minar a economia. Não é imaginário. Existe, é real. Eu vi as fotos das bombas, uma das imagens mais impressionantes que vi na vida, em três palestras seguidas. Havia um silêncio total, éramos todos pesquisadores “meio virgens”, idealistas, ouvindo aquelas barbaridades, vendo que a ciência pode ser usada para o mal. Creio que só conseguiremos minar isso na base, através da educação e da ética. Só com a ética se convence um indivíduo a deixar de ganhar um milhão de dólares por mês, para ganhar mil reais e ser médico.

Outro fator que talvez tenha levantado a discussão mundial é a varíola e os investimentos que os EUA estão fazendo nela. Foi grande a produção de vírus de varíola, litros e litros, sei lá, tanques e tanques, isso é real. A doença foi erradicada, mas a Organização Mundial da Saúde nunca teve o apoio para dizer: vamos eliminar o que existe na Rússia e nos EUA. O dia marcado para que fosse eliminado o vírus era 30 de junho de 1999. Antes disso o Bill Clinton decretou que esse vírus não iria ser eliminado, mesmo porque a Rússia não havia concordado.

E o vírus não foi eliminado..

Prof.ª Erna - ­ Não foi e nem será. Eles estão investindo em mais estudos de drogas antivirais e melhores vacinas.

Essa quantidade enorme de vírus da varíola foi produzida pela antiga URSS?

Prof.ª Erna - ­ Sim. Isso é o que se sabe. Com o desmanche da URSS, isso ficou mais palpável, e, segundo depoimento de um dissidente que agora está nos EUA, é verdade. Ele disse: “não se iludam, eles têm tudo, sabem tudo, eles estão preparados”.

Eu queria fazer uma observação em relação aos recentes casos de encefalite em Nova Iorque, no final de agosto. Lá, eles fazem o monitoramento de todas as internações e de todas as pessoas que têm picos febris. Em 10 de outubro, o CDC teve que pedir apoio aos grupos acadêmicos. Foi aquela briga que a gente já conhece. No fim, nem o CDC nem o grupo acadêmico apresentou resultado conclusivo. Isso foi lá, nos EUA. Podemos colocar este tipo de cuidado nas mãos de outro país? Não, isso passa por um sistema de saúde pública. Hoje não temos registros de internações, mal e mal de mortes, e muito menos de doenças com picos febris. No caso das viroses, uma elevação fora do normal, por exemplo, do número de pessoas com pico febril, poderia acionar o sistema, evitando todos os transtornos decorrentes de uma epidemia.

Prof. Reginaldo - ­ No caso de ser abafado é pior. A dificuldade que se tem, o perigo, quando o caso não é divulgado, por questões de diversos interesses. Vamos relembrar dois casos: o da dioxina, recentemente, em São Paulo. Quanto tempo o governo escondeu por interesse comercial? Quer dizer não são apenas os processos, mas a questão política e comercial influi também. O outro, é o do bicudo do algodoeiro, que não existia no Brasil até a década de 80. Como ele entrou aqui? É um inseto que tem uma autonomia de vôo muito pequena, não atravessaria nunca um rio de 50, 60, 100 metros de largura. Mas chegou em São Paulo. Foi intencional? Ninguém fala. Pode ter sido acidental? Pode.

Isso é muito difícil de estabelecer...

Prof. Reginaldo - ­ Exatamente, mas o risco é tão sério que é muito mais importante se preparar do que questionar se foi intencional ou não.

Prof.ª Ema - ­ É a questão da vigilância a qualquer custo, que vai cobrir duas grandes áreas: a do terrorismo e a da saúde pública, essenciais no nosso país. Com tantas doenças emergentes que andam por aí, em outros países, e outras que, provavelmente, estejam nas nossas florestas. Temos uma das maiores florestas do mundo, com a diversidade biológica ainda desconhecida, certamente esses hospedeiros devem estar ali. Como sociedade temos que estar aliados ao governo e nos preparar. Não podemos ficar à beira dessa discussão mundial.

Prof. Paulo César -­ Eu prefiro ao invés de bioterrorismo chamar de arma biológica. Os motivos podem ser ideológicos, políticos, religiosos ou pessoais. As sofisticadas armas convencionais que estamos fabricando hoje não chegam nem perto do que pode acontecer com a arma biológica.

E são bem mais discretas... (risos)

Prof.ª Erna - ­ Um tubinho no bolso. Ou então um indivíduo “vacinado” como o Paulo César sugeriu.

Prof. Paulo César -­ Outra coisa que eu tenho dito é que qualquer organização cujos recursos não estejam bem definidos de onde vêm, temos que tomar cuidado. Exemplo: Greenpeace, o pessoal que toma conta de animal. Eu não sei o que tem atrás disso. Os transgênicos: será que quem está contra não está sendo pago pelas empresas do agrotóxico? Eu não sei.

Prof. Tasso - ­ O problema do terrorismo é que você usa o mal acidental com uma concentração muito maior, isso pode ser um vírus, toxina alimentar, pode ser voltado parar a área agrícola, visando a parte econômica, destruição, ideologia etc. O que temos que fazer é transmitir conhecimento. Será que os nossos profissionais de saúde têm formação científica para detectar um problema? Será que os nossos laboratórios estão equipados para o estudo de uma variação para resolver um problema imediato? De onde vai sair isso? Da valorização das agências de pesquisa, dos laboratórios bem montados, da qualidade da pós-graduação, da renovação do pessoal científico e dos cientistas. A moeda mais forte hoje no mundo é o conhecimento, e é isso que temos que desenvolver, para que pelo menos possamos direcionar corretamente um problema de saúde pública. A maneira de fazer isso é muito simples, basta investir na formação de pessoas e financiar os projetos que têm mérito científico e não necessariamente uma certa relevância de momento. Isso pode ser feito por decreto? É claro que não, só é possível fazer isso por decisão política, fortalecendo a estrutura de C&T no país e nos estados.

Prof. Paulo César - ­ Eu proponho a criação de um debate sobre biossegurança, o levantamento dos laboratórios com capacidade de participar em rede no caso de uma agressão biológica, e um programa para equipar os que não estejam completamente prontos, para montar o que eu chamaria de rede de biossegurança. Isso independentemente das atividades de pesquisa. Com este diagnóstico poderíamos dizer que o laboratório X tem condição de estudar, por exemplo, algum problema em alimento ou em saúde pública, saúde animal, saúde vegetal, e assim por diante. Como a maioria dos laboratórios que existem hoje em Minas Gerais foram montados com recursos da FAPEMIG, essa estrutura pode ser organizada pela Fundação. A proposta pode ser levada ao governo estadual, e mesmo ao municipal, o que eu acho que é possível fazer porque o dengue está aí. Bioterrorismo é uma possibilidade, e o arsenal para combatê-lo é o mesmo usado no combate às epidemias e às doenças infecciosas. Nos EUA a Ciência é vista como estratégia. Quando o Bill Clinton, no primeiro ano de governo, reduziu a verba para a pesquisa, não foi o pesquisador quem foi reclamar, foram os maiores empresários e os senadores, com medo de perder a hegemonia.

Para saber mais: www.cdc.gov

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Revista Minas Faz Ciência Nº 1 (dez de 1999 a fev de 2000)